História: Rebecca Loureiro

 

A Becca tem uma maturidade impressionante para os seus 17 anos. Desde os 13, ela batalha contra um linfoma que foi descoberto a partir de uma simples dor de ouvido. Nessa época, ela e os familiares começaram a reparar em alguns sinais, como sangramento no nariz e muito suor enquanto dormia.

Durante um almoço com a família, o pai da Becca sugeriu que, como já estavam próximos ao hospital, passassem lá para descobrir o que estava causando esses sintomas. Foi, então, que começou uma história repleta de obstáculos a serem vencidos. 

Depois de realizar alguns exames, houve uma movimentação intensa ao redor dela e da família. O diagnóstico foi um linfoma de Hodgkin, descoberto através de uma tomografia, que indicou um nódulo na região e que pode ser um sinal desse tipo de doença.

A mãe e o pai da Becca receberam a notícia com muito sofrimento, já que ela tinha apenas 13 anos e não fazia ideia de que o linfoma era também um tipo de câncer e muito grave. Mas, no fundo, ela sabia que teria que ser muito forte para suportar o tratamento que estava por vir.

A Becca fez 8 ciclos de quimioterapia, que começou em Julho de 2014. Porém, após colocar o cateter para receber a medicação, ela teve uma complicação: uma trombose que poderia evoluir para uma embolia pulmonar e ser fatal. Depois de 40 dias de muito cuidado e quase sem poder se mexer, ela melhorou, mas pegou uma bactéria no sangue que a deixou ainda mais frágil.

Por conta da trombose, ela teve que retirar o cateter e fazer a quimio intravenosa, com um cateter colocado no antebraço.

Depois de tudo isso, a Becca ainda passou por radioterapia e depois foi diagnosticada com síndrome nefrótica, um problema crônico onde o corpo expulsa mais proteína do que o comum pela urina.

Nossa flor de lótus passou por mais uma batalha dura: inchou 20kg, tudo por conta do líquido retido no corpo. O corpo dela quase não aguentou, e a válvula de escape do organismo foi abrir algumas fissuras na região do abdômen, para poder eliminar aquele excesso de líquido.

Sem poder beber água e se hidratando apenas por meio do soro, ela apenas molhava os lábios para ter a sensação de hidratação na região. Começou, então, um tratamento com albumina que, junto ao tratamento com quimioterapia, estabilizou a síndrome.

Mesmo inchada e com todos os desconfortos que as doenças causavam, a Becca não deixou de aproveitar a vida. Foi à Disney, se divertiu e se preparou para a notícia que chegaria após a viagem: o linfoma estava ativo e a orientação era partir para um transplante de medula.

Em 2016, começou mais um ciclo de quimioterapia, que durou 4 meses. Depois, o linfoma entrou em remissão, mas mesmo assim, o transplante ainda era necessário.

Em 2017, a Becca literalmente renasceu. Fez mais uma sessão de quimioterapia, a Ciclofosfamida, para que o corpo ficasse “livre” do linfoma por um período. Depois de ficar 40 dias isolada, ela passou pelo transplante de medula. Esse procedimento é uma forma de zerar o corpo, de dar a ele um novo sistema imunológico.

A nossa flor de lótus viu muita gente se aproximar e se afastar no período em que estava doente. Mas, com muita maturidade, ela entendeu a situação de quem não quis acompanhar de perto e é muito grata àqueles que ficaram presentes.

A Becca, hoje, com 17 anos, valoriza cada detalhe da vida e que o certo, para ela, é viver o hoje e aproveitar cada minuto da sua saúde.

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