História: Patrícia Laura Gulfier

A Paty sempre levou uma vida saudável e nunca teve um histórico na família de câncer. Mas, em 2014, ela descobriu um nódulo nos seios. Foi então que a luta começou contra a doença. Em um primeiro momento, ela, que é mãe de duas meninas, notou um pequeno caroço nos seios e achou que seria algo sem importância, devido à prótese de silicone.

Porém, mesmo assim, ela foi ao médico para ter certeza de que estava tudo bem. A notícia, entretanto, não foi tão boa: era um nódulo maligno, mas que estava bem pequeno. Um mês depois ela começou a fazer o tratamento: foram 3 quimioterapias e 5 sessões de radioterapia.

Depois do tratamento, os exames apontaram que o nódulo havia sumido. Ela mesma descreveu esse tratamento como sendo muito tranquilo.

Mas, mesmo tendo feito acompanhamento médico durante todo o ano de 2015, em janeiro de 2016 o câncer se instalou novamente, dessa vez em outra parte do corpo. Ela ficou 4 meses com um sangramento intermitente, recorrente da doença. Enquanto fazia os exames, ela passou por uma hemorragia intensa e que teve que ir ao hospital.

 Quando foi pegar os resultados, recebeu a notícia de que o médico gostaria de conversar com ela pessoalmente.

A conversa foi difícil: o diagnóstico era de um câncer agressivo no colo do útero. Porém, mesmo doente, a maior preocupação dela era como dar a notícia para a família, especialmente para sua mãe.

De maio a agosto de 2016, ela começou a fazer radioterapia e quimioterapia. Mesmo sem muita disposição, ela enfrentou firme o tratamento e continuou trabalhando. Ao todo, foram 30 radioterapias, 8 quimioterapias e 4 braquiterapias. Foi só no começo da radio que o sangramento dela sessou. Depois, o tratamento foi interrompido para que o medicamento pudesse agir.

Em novembro, os exames foram repetidos e houve uma pequena melhora, mas não significativa. A radioterapia necrosou uma parte da bexiga da nossa Flor de Lótus e ela também teve problemas na região íntima. Concluindo, as sequelas deixadas pelo tratamento foram grandes e o resultado para o câncer, pequeno.

Começou, então, a fazer exames para que pudesse operar em 2017. Retirou o útero, os ovários e uma parte próxima a uretra, que só foi percebida na hora da cirurgia. Ela também fez uma raspagem e retirou parte da bexiga. Foram, ao todo, 21 linfonodos retirados e em 9 deles havia células cancerígenas.

Depois de 4 dias de cirurgias, voltou para o hospital com uma febre muito alta, delirando e sentindo sua consciência apagar. Foram 29 dias internada com uma infecção severa. Ela teve um vazamento na bexiga, problemas com o cateter duplo J e teve que passar por várias cirurgias para tentar resolver o problema. Ainda hoje ele tem uma fissura na bexiga.

Em maio de 2017, ela saiu do hospital e foi para a casa da sogra, mas por pouco tempo. O casamento dela chegou ao fim, o que fez com que ela voltasse para a casa da mãe.

Mesmo tendo passado por inúmeras cirurgias e problemas ao longo desses anos, a Paty continua firme, acreditando e aproveitando cada momento único da vida. Atualmente, ela voltou a fazer quimio e está em tratamento, mas com muita fé em Deus e com o apoio da família, ela tem certeza que tudo vai dar certo!

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