História: Fernanda Garcia

Por já ter casos de câncer de mama na família, a Flor de Lótus de hoje, a Fer, sempre se cuidou e fez exames de prevenção. Foi então que, em 2006, ela descobriu 2 nódulos: um na tireoide e outro na mama. O médico, então, solicitou que fizesse uma punção na tireoide e na mama orientou que era só acompanhar, que provavelmente não seria nada.

O exame da tireoide deu tudo normal, então ela ficou tranquila e nos anos seguintes continuou acompanhando o do seio. Em 2009, ela realizou um ultrassom em março e outro no final do ano: o nódulo do seio tinha mudado de forma, estava mais irregular.

Em janeiro de 2010, ela fez uma ressonância e ultrassom, percebeu que a pessoa que estava fazendo o exame já estava agindo de uma maneira diferente, com mais cautela. Ao receber os resultados, a suspeita se comprovou: o nódulo, maligno, tinha aparentemente 1 cm, mas não era possível afirmar com certeza sua profundidade, só quando a cirurgia estivesse em andamento.

Com o apoio do marido e de toda a família, a Fer decidiu optou por retirar as duas mamas e, já na mesma cirurgia, fazer a reconstrução, para que não corresse o risco de ter que passar por uma cirurgia caso algum nódulo voltasse ali.

Na recuperação da cirurgia, a Fer destaca o apoio e o cuidado que o marido teve com ela, ajudando no pós-operatório e estando sempre ao lado dela caso precisasse de algo. O filho, que então tinha 9 anos, também surpreendeu com muita maturidade e compreensão o momento que a mãe estava passando.

Logo depois da operação, começou o ciclo de quimioterapias: ela passou por 4 quimios, 1 a cada 21 dias. Ela relata que passava muito mal depois das aplicações, sentia cansaço, enjoo e muita indisposição, principalmente nos 3 dias após a sessão.

Decidida e super prática, ela já queria raspar todo o cabelo já quando fez a primeira quimio, mas esperou um pouco e foi ao salão, onde passou a máquina 2. Quando ela chegou em casa, porém, ela decidiu passar a lâmina, já que os cabelos, mesmo curtinhos, continuavam caindo.

Apesar de ter comprado uma peruca, o que ela amou mesmo foram os lenços: ela até fala que foi difícil largar o acessório até quando os cabelos já estavam crescendo! Falando nisso, a Fer conta que a doença a deixou mais vaidosa, a fez perceber como é bom se sentir bonita. O resultado? Hoje ela não sai de casa sem uma maquiagem leve!

A Fer também faz questão de ressaltar que esse processo a deixou muito mais calma, que a fez aceitar as pessoas da maneira que elas são e as situações também. Ela diz que enfrentar os problemas, como eles são, sem ficar se lamentando, é a melhor forma de resolvê-los.

Durante todo o tratamento, nossa Flor de Lótus se apegou na fé em Deus e sempre pedia com muita força e realmente acreditava que ela ia se curar.

Depois das quimios, como forma de prevenção, ela ainda teve que tomar um medicamento que funciona como uma quimioterapia em longo prazo, que teria que ser feita via oral por 5 anos. Depois de tomar por muito tempo e ter efeitos colaterais muito intensos, como retenção de líquido e taquicardia, a medicação foi suspensa.

Hoje, ela faz apenas o acompanhamento médico de 6 em 6 meses e está curada, muito mais forte, vaidosa e continua sendo amada por toda sua família, o mesmo amor que a deu forças para passar por todo o tratamento com sucesso.

FLORES DE LÓTUS jakelechi.jpg
FLORES DE LÓTUS jakelechi.jpg
FLORES DE LÓTUS jakelechi.jpg
FLORES DE LÓTUS jakelechi.jpg
FLORES DE LÓTUS jakelechi.jpg
FLORES DE LÓTUS jakelechi .jpg
FLORES DE LÓTUS jakelechi.jpg
FLORES DE LÓTUS jakelechi.jpg
FLORES DE LÓTUS jakelechi.jpg